Nada te perturbe! A paciência por fim, tudo alcança!

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A paciência é uma virtude que devemos praticar com frequência, para não dizer continuamente. Precisamos dela em doses consideráveis em tudo e para tudo. E se de vez em quando nos parece que se esgotou, temos de reagir e voltar a armazená-la. De qualquer modo, consola pensar que é um produto que quanto mais se gasta, mais se possui.

A paciência leva-nos a vencer o abatimento e a tristeza que nos causam os sofrimentos físicos e morais. E a falta de paciência desemboca em manifestações exteriores de irritação, de queixas e lamentações, de críticas e murmurações, e, em casos extremos, pode originar inimizades, homicídios e guerras – no coração, nas famílias, nas empresas, nos grupos políticos, nas nações e no mundo.

A vida de Cristo oferece-nos repetidos exemplos de virtude da paciência nos seus graus mais elevados. Quantas vezes não teve que refrear a impaciência dos que o cercavam! Por exemplo, quando repreendeu Tiago e João, que queriam pedir que descesse fogo do céu e consumisse uma aldeia de samaritanos onde se recusavam a recebê-lo (crf. Lc 9, 52-55); ou quando conteve o atrevimento da mãe dos filhos de Zebedeu, que queria arrancar dEle a promessa de por os seus dois filhos, um à sua direita e o outro à sua esquerda (crf. Mt 20, 20-23); ou quando recompôs o estrago causado pelo ímpeto de Pedro, que cortou a orelha de Malco (cfr. Jo 18, 10-11). E na parábola do trigo e do joio, deu-nos o exemplo acabado de serenidade e paciência:

O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo, Mas, na hora em que os homens descansavam, veio o seu inimigo, semeou joio no meio do trigo e partiu. Quando o trigo cresceu, apareceu também o joio. Os servos do amo vieram e disseram-lhe: “Senhor, não semeaste bom trigo no teu campo? Como é que tem joio?” Disse-lhes ele: “Foi um inimigo que fez isto”. Replicaram-lhe: “Queres que vamos e o arranquemos?” Mas ele respondeu-lhes: “Não, não seja que, ao arrancardes o joio, arranqueis também o trigo. Deixai-os crescer juntos até a colheita. E no tempo da colheita, direi aos ceifadores: Arrancai primeiro o joio e atai-o em feixes para queimá-lo. Recolhei depois o trigo no meu celeiro” (Mt 13, 24-30).

O Senhor pede-nos que saibamos sofrer e esperar. À vista de tanto mal que parece prosperar, Deus quer que, ao invés de nos entregarmos a atitudes furiosas, sigamos o caminho divino de, pacientemente, ir afogando o mal em abundância de bem.

Os autores de teologia espiritual costumavam distinguir cinco graus na prática progressiva da virtude da paciência:

  • a RESIGNAÇÃO, sem queixas nem impaciências perante os contratempos que o Senhor envia ou permite;
  • a PAZ e SERENIDADE perante quaisquer penas, sem esse matiz de tristeza ou melancolia que parece inseparável da mera resignação;
  • a DOCE ACEITAÇÃO, na qual começa a manifestar-se a paz interior perante as cruzes que Deus permite para nosso maior bem;
  • a ALEGRIA COMPLETA, que nos faz dar graças a Deus porque se dignou associar-nos ao mistério redentor do sacrifício do Calvário;
  • a LOUCURA DA CRUZ, que nos leva a amar e mesmo desejar o sofrimento interior e exterior porque nos configura com Jesus Cristo. Compreendemos então que São Paulo tenha dito: Quanto a mim, não queira Deus que me glorie senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por quem o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo (Gál 6, 14). E que Santa Teresa de Ávila exclamasse: “Ou padecer ou morrer”.

Fonte: Livro; Como Aproveitar os Defeitos Alheios, ed.Quadrante, pg19.
Vídeo: Padre Duarte Souza Lara

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