Missa é Calvário, não um espetáculo!

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Na sua paróquia os fiéis fazem coreografia durante a missa? Sacodem os braços no ar como se estivessem numa micareta ou em um show sertanejo? Tem efeitos especiais com raios de luzes coloridas?

O Papa Francisco não curtiu isso! O Papa nos ensina que “quando vamos à Missa é como se fôssemos a um Calvário, é a mesma coisa”, e mais,  “O Reino de Deus não é um “carnaval” e “não ama a propaganda”, porque é o Espirito Santo que o faz crescer, não “os planos pastorais” – (Papa Francisco)

A Missa é aquele mesmo sacrifício do Calvário que volta a estar presente diante de nós mais uma vez, no altar. Isso é chamado de sacrifício incruento, ou seja, sem derramamento de sangue e sem sofrimento físico.

A Ressurreição de Cristo também está presente na missa, mas de modo diferente da Paixão e Morte. Enquanto o Calvário de Cristo é realmente tornado presente, de forma sacramental, a Ressurreição se faz presente como recordação. É Cristo Ressuscitado quem age na pessoa do sacerdote. Por esse motivo, a renovação do evento da Ressurreição é desnecessária, pois Cristo está vivo e sempre presente. Já a Paixão e Morte de Cristo devem ser misticamente atualizadas, pois Cristo já não está mais na cruz.

Por isso, quem usa a frase “a Missa também é Ressurreição!” para justificar algazarras, danças na Missa está completamente errado. A MISSA É CALVÁRIO. Não é à toa que Jesus disse:

“Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e me siga” (Lc 9, 23).

Mas tem gente confusa por aí que jura que, em vez disso, Jesus disse: “Se alguém quer me seguir, esqueça esse lance de cruz, eu não estou mais na cruz!”.

Muita gente ainda insiste em fazer da missa um lugar para extravasar o desejo de remexer o corpo, com a desculpa de que está expressando a alegria da Ressurreição. Entretanto o Papa Francisco disse que mesmo a alegria da missa deve ser manifestada em SILÊNCIO: “Nós, certamente estaremos em silêncio, no choro, e também na alegria de sermos salvos”- (Papa Francisco)

Nosso Francisco tão extrovertido, que critica os cristãos pessimistas, aqueles com “cara de vinagre”, mas  quando o vemos na missa… Quanta diferença! É um homem profundamente recolhido, de semblante sério e compenetrado. É como um cristão aos pés da Cruz. Assim, Francisco vivencia aquilo que São João Paulo II já havia pontuado:

“O sacerdote, que celebra fielmente a Missa segundo as normas litúrgicas, e a comunidade, que às mesmas adere, demonstram DE MODO SILENCIOSO MAS EXPRESSIVO o seu amor à Igreja.” – (Encíclica Ecclesia Eucharistia)

Papa Francisco sempre insiste em dizer que o cristão não pode ser melancólico, não pode ser uma “múmia”. O cristão, na verdade, é o mais feliz de todos, porque tem a amizade de Jesus, o Verbo Encarnado, Deus feito homem. Mas é preciso entender urgentemente que reverência e recolhimento durante a missa não demonstram chatice ou tristeza, mas sim humilde adoração!

Os sacerdotes e leigos que desejam ser fiéis ao magistério da Igreja devem se perguntar com honestidade:

Essa dança ou teatro que estamos planejando é uma expressão autêntica da liturgia cristã, ou não passa de um “entretenimento de inspiração religiosa”, como disse Bento XVI?

É preciso ter humildade e amor pela Verdade; assim, poderemos nos desapegar dos nossos gostos e opiniões pessoais sobre a liturgia e ser mais fiéis àquilo que a Santa Igreja determina.

https://www.youtube.com/watch?v=y1WCvF8Jq2w

“Eu realmente acredito que o Reino de Deus está no meio de nós, está escondido ou gosto mais do espetáculo?” –  perguntou Papa Francisco.

Padre Paulo Ricardo sobre abusos litúrgicos. 

 Catequese do Papa Francisco  – A SANTA MISSA
https://www.youtube.com/watch?v=j4-_mt4x5ak
Fonte: O Catecista / Editora Cléofas
Vídeo: Sanctus Angele Domini / TV Cultura Digital

 

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