Sendo católico posso doar meus órgãos?

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Essa prática parte do princípio de que o uso de órgão de um cadáver, desde que seja para uma pessoa viva, tem a sua justificação lógica e moral, uma vez que o direito à vida é mais importante que a morte.

A Igreja se pronunciou favoravelmente na medida em que tal atitude significa um dom aos irmãos mais necessitados. Em 1956 o Papa Pio XII dizia: “É preciso educar o povo e explicar-lhe inteligente e respeitosamente que consentir expressa ou tacitamente danos reais para a integridade do cadáver, em prol daqueles que sofrem, não ofende a piedade devida ao defunto, uma vez que haja para tal razões legítimas”.

João Paulo II, por ocasião do XVIII Congresso Internacional da Sociedade de Transplantes, em 22 de agosto de 2000, afirmou: “Os transplantes são uma grande conquista da ciência ao serviço do homem e nos nossos dias não são poucos aqueles que devem a própria vida ao transplante de um órgão. Portanto, a técnica dos transplantes revela-se cada vez mais como um instrumento precioso na consecução da finalidade primária de toda a medicina: o serviço à vida humana. Por essa razão, na Carta Encíclica Evangelium Vitae recordei que, entre os gestos que concorrem para alimentar uma autêntica cultura da vida, ‘merece particular apreço a doação de órgãos feita, segundo formas eticamente aceitáveis, para oferecer uma possibilidade de saúde e até de vida a doentes, por vezes já sem esperança’ “.

Portanto, a única condição é a de respeitar de modo absoluto a liberdade e a consciência do doador sem prejudicá-lo em nada.

Em contrapartida, a escassez de doadores obriga a custosos tratamentos pra algumas enfermidades. Assim, por exemplo, grande partes dos enfermos renais não possuem dinheiro suficiente para uma diálise. Muitos perdem a vida esperando um doador. Isto demonstra a urgência de que todos tomem consciência da importância da doação de órgãos.

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Além disso, têm acontecido vários casos de negligência culposa ou deliberada contra a integridade das pessoas. Trata-se do chamado “turismo de transplantes”: doentes de países ricos que viajam para o terceiro mundo ( Índia, Tailândia …), conseguindo aí doadores de órgãos a preços baixos. Na América Latina são conhecidos os casos de tráfico de órgãos, chegando ao sequestro de crianças e jovens, especialmente do Paraguai e do Brasil.

Mesmo diante desses problemas, não se pode perder de vista o valor positivo e solidário da doação livre e consciente de órgãos, especialmente depois da morte.

 

Fonte: Católico pode ou não pode? Por quê? Vol. 1  

 

 

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