Será que sou humilde?

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A humildade é a virtude que nos leva a combater a desordenada inclinação para a nossa excelência, fazendo-nos conhecer a nossa verdadeira pequenez, principalmente com relação a Deus. Faz-nos descobrir que tudo o que temos de bondade e perfeição recebemo-lo de Deus, e tudo o que possuímos de imperfeição procede de nós mesmos.

A humildade é “andar na verdade”, pois a realidade das coisas se mede pelo que elas são aos olhos de Deus. É por isso que o orgulhoso se move num mundo fictício. Vive convencido de que está cheio de qualidades conseguidas unicamente graças ao seu esforço pessoal; e, em contrapartida, pensa que os seus defeitos são poucos e irrelevantes, e que os outros possuem poucas virtudes e estão carregados de deficiências.

O humilde não se cansa de agradecer a Deus tantos favores que dEle recebeu, e sente a necessidade de pedir-lhe perdão pelas suas inúmeras ingratidões e pecados. E a sua atitude para com o próximo é análoga: experimenta a necessidade de ser agradecido aos que lhe fizeram algum bem, e pedir perdão a quem ele tenha ofendido ou tratado mal.

O primeiro ponto positivo que as falhas alheias podem proporcionar-nos é levar-nos a examinar se nós próprios não incorremos nessas mesmas deficiências que tanto nos incomodam nos outros. Vejamos:

  • Não é por eu ser invejoso que descubro inveja nos outros?
  • Não é por eu ser tacanho e egoísta que não suporto as aparentes mesquinharias dos outros?
  • Não será que tenho a sensibilidade à flor da pele quando acuso os outros de falta de delicadeza?
  • Não me envergonha acusar os outros de mal-pesados, críticos, intransigentes, quando esse juízo talvez seja prova de que eu mesmo sou tudo isso?
  • Se vejo prepotência nos outros, não será porque me tiram o espaço para eu mesmo me afirmar e dominar?

Os nossos olhos veem os dos outros, mas não se veem a si mesmos. Com os defeitos acontece algo de parecido: vemos a palha no olho do nosso irmão e não vemos a trave no nosso (cfr. Mt 7, 3).

Os defeitos dos outros hão de ser um forte estímulo para nos conhecermos como somos e começarmos por varrer à nossa porta. Assim cresceremos em humildade, virtude indispensável para a convivência pacífica e para o progresso espiritual.

O humilde, por se reconhecer com defeitos, perde toda a vontade de julgar os outros. Jamais se compara com ninguém para se sentir superior. Por isso está nas condições ideais para ajudar os outros a vencerem os seus defeitos pelo exercício da correção fraterna, porque o seu desejo de ajudar por esse meio virá à tona na cordialidade e no afeto com que adverte, sempre consciente de que ela mesma pode cair no defeito que se propõe corrigir o outro. E assim como ela mesma deseja ser advertida com delicadeza, sabe usar dessa mesma delicadeza quando é ela que cumpre esse dever para com os outros.

 

Fonte: Como aproveitar os defeitos alheios, pg.43

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